Escola Infantil Montessori

local

belo horizonte, brasil

ano

2018

arquitetos

giulianno camatta
guilherme josé
raquel cheib

área

700m²

colaboradores

joão pedro lacerda
Alpendre (design gráfico)

publicações e prêmios

archdaily
obra do ano arch daily

fotos

luiza ananias

“Para ajudar uma criança, devemos fornecer-lhes um ambiente que lhes permita desenvolver-se livremente” – Maria Montessori.

Tomando esta frase como premissa projetual, precisávamos atender o cliente de forma específica, pensando como crianças. Primeiramente seria necessário escolher cores que pudessem atender as crianças, levando em conta a importância das cores primárias. No entanto, não queríamos trabalhar com cores saturadas nos ambientes internos, desta forma adaptamos o mobiliário, a marcenaria e os revestimentos com uma paleta mais neutra.

A edificação, já existente, foi projetada nos anos 50, onde o projeto aprovado já continha modificações pertinentes para uso residencial. Após os anos 2000, ela se tornou uma escola de cursos preparatórios para o vestibular, portanto ganhou mais uma vez grandes modificações em sua estrutura funcional e até estética. Acessos, paredes, janelas e portas foram adaptadas, espaços internos foram substituídos e um grande galpão foi criado para receber as enfileiradas escrivaninhas do aprendizado moderno. Para adaptarmos este uso tão comum, para um espaço monstessori, bem iluminado e ventilado, foi necessária mais uma mudança, onde criamos aberturas zenitais, aberturas para comunicação visual, novos fluxos mais dinâmicos e deixando mais aparente a arquitetura original da casa existente. A fachada antiga foi repintada e a porta da garagem coberta com novos cobogós, onde amigos designers entraram na colaboração, para que a fachada tivesse uma identidade integrada com o restante da logo por eles já trabalhada.

O resultado de todo trabalho de reforma foi um espaço com cores leves, onde os brinquedos –  principais ferramentas de uso cotidiano – pudessem ter seu destaque visual, onde as crianças pudessem ter mais concentração em suas atividades, onde pudessem interagir com o verde (jardins frontais, laterais, hortas e internos) e todos os espaços pudessem ser tocados pela luz natural.