Centro Administrativo de BH

local

belo horizonte

ano

2015

equipe

giulianno camatta
guilherme josé
pedro haruf
bernardo horta
pedro lodi

colocação

3º lugar

O terreno destinado ao novo Centro Administrativo de Belo Horizonte possui grande relevância histórica e simbólica desde a fundação da cidade, ocupando posição estratégica no eixo da Avenida Afonso Pena. O projeto busca ressignificar essa área ao consolidá-la como espaço cívico e urbano ativo, reforçando sua importância como ponto de conexão e articulação metropolitana. A proposta segue o entendimento de que a arquitetura e os espaços públicos devem evoluir junto às transformações sociais e culturais, valorizando tanto a preservação da memória quanto a abertura a novos usos e apropriações.

Entre as principais intervenções está a valorização da centralidade e conexão do terreno com os espaços adjacentes, mantendo o eixo visual da Afonso Pena livre e criando generosas passarelas entre a Praça Rio Branco, o Terminal Rodoviário e a Praça do Peixe. A torre administrativa é implantada lateralmente para não obstruir essa visada, reforçando o simbolismo do eixo cívico que conecta marcos urbanos ao longo da avenida, como o Obelisco da Praça Sete e o mastro da bandeira na Praça da Bandeira. O projeto respeita o tombamento do conjunto urbano e propõe um novo desenho que valoriza a continuidade e a fluidez entre os espaços.

A torre foi concebida como estrutura austera e modular, com pavimentos livres e flexíveis para abrigar diferentes secretarias e autarquias, permitindo expansões futuras. O acesso principal ocorre pela esplanada cívica, com distribuição de usos que variam do mais público, como o BH Resolve e serviços médicos, ao mais privado, como as áreas internas de trabalho. A torre também conta com salas de reunião modulares e espaços ajardinados estrategicamente posicionados para pausas e possíveis ampliações.

Complementando a proposta, a praça contígua ao edifício do RISP foi desenhada para estimular o uso prolongado do espaço público, com integração ao comércio local e conexão com os estacionamentos subterrâneos destinados aos visitantes. A conexão com a Lagoinha foi aprimorada com a relocação de passarelas, facilitando o acesso ao terminal, metrô e demais modais de transporte, ao mesmo tempo em que valoriza os jardins laterais do TERGIP, promovendo maior apropriação da população e fortalecendo o caráter urbano e democrático da proposta.